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terça-feira, 28 de outubro de 2014

Sopa de beldroegas

Há tempos fiquei a conhecer um site engraçado de culinária e ilustração, o  They Draw & Cook. Fiquei cheia de vontade de fazer parte, e inscrevi-me. Decidi começar pela sopa de beldroegas, essa sopa mítica que eu venero e como sempre que posso!
Demorou, mas finalmente está acabado!
Isto de ilustrar receitas é mais complexo do que parece, e ainda há muitas arestas a limar... para já deixo aqui a primeira de muitas receitas ilustradas (espero eu...).


Sopa de Tomate com Figos

Mais uma receita para o site http://www.theydrawandcook.com .
Primeiro a sopa de beldroegas e agora esta. Mais sopas com ovos houvesse, mais eu as desenhava!
Deixo aqui a receita em português:

Antes de mais, há que arranjar tomates coração de boi, e vai correr tudo bem!

Corta-se uma cebola ao meio e depois em rodelas finas, junta-se 3 alhos esmagados e refoga-se tudo em azeite.
Pelam-se 3 tomates coração de boi bem maduros (passá-los por água a ferver ajuda nessa operação), cortam-se em bocados pequenos e junta-se ao tacho. Não esquecer de temperar com sal!
Tapa-se o tacho e deixa-se cozinhar até que o tomate se desfaça. Vai-se mexendo para não pegar.
Se for preciso, adiciona-se alguma água, mas é preferível não o fazer... (este tomate tem sumo para dar e vender)
Tempera-se com oregãos, e partem-se os ovos para dentro da sopa. Tapa-se o tacho e desliga-se o lume quando a clara estiver cozinhada.
Por fim, descascam-se os figos, cortam-se em metades e serve-se a sopa com os figos dentro.

Repete-se esta operação várias vezes durante os meses de Agosto e Setembro, porque depois tem que se esperar um ano inteiro para se voltar tirar a barriga de misérias...


Marcadores letraset triamarker, lápis de cor prismacolor

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Cartazes de Outubro

Já que ando numa de cartazes, aqui ficam os últimos 3 que fiz.
Para gente que se ama, manda-se muito amor!




terça-feira, 19 de agosto de 2014

Tomates para Titi

Como aquela música do Carlos Paredes, aqui fica uma prenda para a Titi, mas em vez de uma "canção", é um tomate. E como tudo volta às origens, este tomate volta à sua primeira dona, ou mãe neste caso, já que o tomate é da sua produção.
Nunca gostei de tomate. Achava uma coisa desenchabida, chata, meio "esferovitenta", até ao dia em que a minha tia insistiu tanto, que acabei por provar um coração de boi. O espanto foi tal, que achei que era fruta! 

Costumo falar com orgulho dos "tomates da minha tia", mas este superou-se! Tem 1 Kg exacto, e estava só à espera de ser desenhado para, finalmente, ser comido.
Deixo-vos com o desenho, enquanto eu ataco o verdadeiro!



quinta-feira, 14 de agosto de 2014

pexum

Voltei. Não há razão que justifique ficar tanto tempo sem postar aqui ilustrações. A não ser o facto de estar sem scanner há meses... Bom, isso acabou! Daqui para a frente, haverá pelo menos um post por semana! Certo... Vamos ver se acontece...
Aqui fica uma experiência rápida em scratchboard preto, com aguarelas líquidas.
Até já!
 

terça-feira, 13 de maio de 2014

N A B O







































A convite de um amigo, há tempos, fiz este desenho para o logo da sua editora.
As Publicações NABO (Núcleo Apático das Brigadas do Ócio) dedicam-se a editar livros de fotografia, com colaborações esporádicas de ilustradores. Já contam com três publicações e têm outras como estas na manga.
O logo foi concluído pelo mui talentoso Bráulio Amado, que também já conta com uma publicação destas.
E um dia destes cabe-me a mim preencher as folhas de um destes nabos!

sexta-feira, 9 de maio de 2014

PAUS


Saiu neste mês o álbum de PAUS, e com ele esta ilustração que lhes fiz. Para os mais desatentos, aqui fica :)

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Cabeça

Cabeça, Filho da Mãe, 2013

Cabeça é o nome do último álbum do Filho da Mãe, que nos chega às mãos em Novembro.
Cabeça é tudo aquilo de que falamos todos os dias, vezes sem conta. É por ela que fazemos ou não fazemos, é ela que dita como o fazemos, e é causa e consequência de tudo o que de bom ou mau nos acontece.
De trás para a frente, de cima para baixo, a vida vai correndo, boa ou má, como uma impressão inesperada de um desejo expresso há muito tempo. Esse desejo dá frutos, poucas vezes controlados.
"Cabeça" esperou 3 anos para para surgir na cabeça do Rui. Esperou tanto, que só nos dias de gravação é que decidiu aparecer. Porque a cabeça quando é obrigada, fabrica, mesmo que seja de trás para frente e de cima para baixo.
O que hoje nos aparece ao contrário, amanhã pode estar correcto. É só olhar com amor e vontade.

Do Gerês a Montemor-o-novo, do Algarve à Madeira, a cabeça esteve sempre lá, a olhar para as coisas, a sentir os cheiros e a dar espaço ao peito para sentir o ar.
"Cabeça" é para se ouvir com tempo, sem interrupções, a não ser aquelas que a cabeça ditar.

Cabeça, água tinta sobre zinco. Cláudia Guerreiro, 2013. Fotografia de Paulo segadães. Design gráfico de Sérgio França.




domingo, 9 de junho de 2013

Marsupial

Em dias de gravação exaustiva, remexe-se em coisas antigas. Este foi feito a propósito do Marsupial.



quinta-feira, 2 de maio de 2013

CASULO

Conheci a Márcia há coisa de dois anos.
Não me lembro como aconteceu, mas não aconteceu como seria de supôr, na Faculdade de Belas- Artes, onde chegámos a partilhar professores e salas de aula. E embora tivéssemos amigos comuns, esperámos mais de 7 anos até que o encontro acontecesse. A amiga comum chama-se Teresa Cortez, e conhecíamo-nos desde os 17. Depois de fazermos a faculdade juntas, a vida acabou por nos levar por caminhos e vivências diferentes, até que a Márcia nos decidiu juntar num mesmo tacho, para cozinharmos a capa do seu CASULO.
Eu fiquei incumbida de desenhar científicamente o casulo e tudo o que fosse linha e ponto, a Teresa faria tudo o que fosse cor.
O resultado é o que podem ver aqui. E, não querendo parecer tendenciosa (porque nestas coisas não o sou), acabou por resultar numa das capas mais bonitas que vi nos últimos tempos.
A simplicidade e o erro provaram estar correctos!
Quanto ao album, vão poder vê-lo, comprá-lo e ouvi-lo ao vivo e a cores no Cinema São Jorge, no dia 14 de Maio.
Não posso deixar de agradecer à Márcia pelo convite desafiante :).

(E isto é só a capa, porque lá dentro há mais!)

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Bazar das especiarias

Quando decidimos ir a Istambul, eu, o Pef, a Catarina e o Pedro, definimos logo à partida o que queríamos desenhar. Eu sabia que queria desenhar mercados.
Estava fascinada com as cores das especiarias, dos tecidos, com a organização ortogonal de todos os produtos (algo que os Espanhóis têm, mas que nós, Portugueses, parecemos desprezar - a boa apresentação das coisas).
Infelizmente, quando cheguei, deparei-me com uma movimentação louca nos mercados, nas ruas, enfim, em tudo o que fosse comércio, e em Istambul tudo é comércio. Quando há uma loja de música, há dez à volta! Neste caso, na parte exterior do mercado das especiarias, pequeno Bazar ou Bazar das especiarias, onde se comercializam os produtos rurais, enquanto uns desenhavam sanguessugas, eu desenhava o amontoado de linhas na zona dos aviários.
Ficaram por desenhar as especiarias, e o interior dos bazares. Não se conseguem ver as coisas sem levar um empurrão, quanto mais desenhar... Entra-se por uma porta, sai-se pela outra sem parar, a não ser que haja negócio a fazer!...
Hei-de voltar pela 3ª vez.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Lemon Curd

A receita não é minha, e também não é da minha tia. E também não é a única receita de Lemon Curd. Mas esta foi ela que ma ensinou, e me habituou a comer nas torradas com manteiga. Também fica bom com requeijão!
Basicamente, trata-se de uma pequena bomba de limão, ovos, açúcar e manteiga. É incrivelmente viciante.
Estou a fazê-los por encomenda, por isso, se houver interessados por Lisboa, falem comigo.
Deixo aqui o meu e-mail: claudiacruzguerreiro@gmail.com e o facebook: http://www.facebook.com/claudiacruzguerreiro


sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Canibalismo

Qualquer ideia é um bom pretexto para se trabalhar, mesmo que o fruto do trabalho pareça brincadeira.
Às vezes, as brincadeiras acabam a ser o nosso trabalho mais sério, talvez porque a estupidez seja o que nos é mais natural!
Costumo dizer, com pouco orgulho e muita preguiça, que sou uma inútil no que respeita a tecnologia aplicada às artes. Pouco orgulho, pelas razões óbvias; preguiça, porque me recusei até aqui ( e recusarei nos tempos mais próximos) a aprender a trabalhar com programas de computador como o Illustrator e afins, ferramentas, como se sabe, indispensáveis a quem pretende arranjar trabalho como ilustrador.
O ponto alto da tecnologia na minha vida, enquanto ilustradora, é a utilização de uma pen tablet, que uso de uma forma muito rudimentar. A verdade é que eu gosto de linha. Linha preta, de preferência. E, na falta de um scanner, nada melhor que poder desenhar directamente no ecrã. Simples e directo.
Há tempos, o Ricardinho desafiou-me a fazer uma série de ilustrações com ele sobre o tema Canibalismo, com o intuito de fazermos uma mini publicação a duas cores. Claro que não aconteceu nada disso, mas a motivação inicial (ou o fogo no cú, como muitos lhe chamam) levou-me a fazer algumas ilustrações com a pen tablet.
O resultado foi este que aqui se vê.

 

 

E a verdade é que sabe bem fazer por fazer.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Composições para Sebastião

Nunca fui muito dada à ilustração infantil, talvez por me ser difícil a representação humana em modo boneco, e assim que me propus fazê-lo senti um arrepio na espinha.
Fosse pela proximidade ou por conhecer os gostos artísticos dos pais do referido Sebastião, seria difícil não os desapontar. Mais fácil será agradar o próprio Sebastião, que, assim que passar as suas primeiras horas no seu novo quarto, assumirá aquele como o seu novo mundo, tenha ele ou não uns desenhos na parede.
É a primeira vez que estou a fazer ilustrações para um quarto de uma criança, e percebo agora que se trata da nossa ideia de conforto, da ideia que fomos construindo, e que nos ajudaram a construir, até chegarmos a pais. Não se trata da ideia de conforto do recém-nascido, que só agora começa a construir imagens na sua cabeça, caso contrário pintaríamos o quarto de preto, ou vermelho escuro, ou o que quer que se pareça com o interior de uma barriga materna, onde se acomodou nos últimos nove meses.
Espero que o Sebastião não se assuste com um bando de animais selvagens a cair de pára-quedas no seu novo quarto! É o modo querido que temos de lhe dizer que vivemos numa selva, e que a selvajaria dos animais é capaz de ser mais justa que a nossa....
(E assim me escapei à representação humana!)

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Istambul - a caminho do mar negro


Podia ser o Tejo.
Porque, na realidade, o Bósforo tem algumas semelhanças com o Tejo. Claro que no Tejo se navega, essencialmente, de uma margem para a outra, enquanto que no Bósforo o caos reina em todas as direcções.
Mas o rio faz parte de Istambul, como o faz em Lisboa.

Não consigo olhar para este desenho sem pensar na chegada a Cacilhas em dias de chuva.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Meios termos


Seria mais fácil ser uma pessoa de meios termos. Não sou. Não sei ser, não me é natural.
Também seria mais bonito falar através de metáforas. Mas gosto do literal. Deixa menos margem para interpretações. Também é verdade que é menos poético, mas não temos todos que ter essa qualidade de encantar os outros com o que fazemos, dizemos ou escrevemos. Por isso há que estar preparado para ler aqui uma coisa feia ou estilísticamente pouco interessante - embora não acredite que alguém venha aqui para ver exercícios de escrita.
Mas voltando aos meios termos, a verdade é que não sei funcionar sem ser muito próxima dos extremos. E quando caio no erro de o tentar (porque às vezes é mesmo preciso), o resultado é quase sempre mau porque não o sei fazer... então tento fazê-lo à imagem de alguém, geralmente de alguém em quem confio nesses "meios termos". Pior ainda! Estou a ser outra pessoa, e tudo corre bem se tudo correr bem, mas tudo corre mal se a coisa for por mau caminho. Porquê? Porque estando eu a ser outra pessoa, na altura em que a coisa me fugir do controle não saberei reagir, argumentar, ou o que for preciso fazer.

Algumas metáforas para animar as hostes:

Sou um oito e um oitenta, e uma nulidade enquanto trinta e seis.
A apatia é uma fuga para lado nenhum e uma solução que nem aos outros serve.
Precisava de um relâmpago nos cornos para me dar um rumo e ter vontade! Está visto que uma palmadinha nas costas não resolve nada... é só um meio termo simpático que não cria ondas, ninguém se afoga nem luta pela vida, mas também não navega para lado nenhum.
É boiar no mar morto...

Hoje está de chuva. Com jeito, cai um relâmpago!


quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Azeite Gallo

Não podia de deixar de partilhar aqui as minhas ilustrações para o Azeite Gallo!
Parece que já está à venda!
Cliente: RMAC

terça-feira, 30 de outubro de 2012

642 things to draw

Receber prendas é bom. Admito, é uma coisa que eu aprecio... bastante!
E este ano recebi uma prenda que adorei. Trata-se de um livro em branco. 
Não é um bloco de desenho, é um livro em branco, com 642 coisas para 
desenhar. Perfeito para mim!

Acabou-se a desculpa "não desenho porque não sei o que desenhar". 

Abre uma página e trabalha, apre!



A string quartet
An Ottoman

A full house

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Istanbul: dia 1 - continuação


Decidimos aproveitar o que nos sobrava da noite. Depois de abandonarmos as malas numa hostal de wc's partilhadas, com muito mau aspecto, mas que se revelou bastante séria, seguimos à passeata numa Istanbul nocturna, cheia de lojas fechadas. Não havia nada para ver a não ser as ruas.
Apanhámos a Istiklal Caddesi, e seguimos rumo à ponte Galata, que nos levaria à parte velha da cidade. Avistámos, na outra margem do Corno Dourado, a Yeni Cami, a primeira de muitas mesquitas que veríamos nesses cinco dias.

domingo, 21 de outubro de 2012

Istanbul: dia 1


A chegada a Istambul aconteceu no dia 1 de maio de 2011. Não chegámos a tempo das comemorações, e o nosso estômago acabou por nos conduzir a um mini-hambúrguer de borrego (maravilhoso e de mau aspecto), acompanhado dos primeiros de muitos chás de maçã (o famoso apple tea) e Narguilés (o equivalente à Shisha marroquina).
Alguém me devia pagar pela publicidade que faço a Istambul, mas aquilo vale mesmo a pena...